domingo, março 03, 2013

SIDARTA GAUTAMA O BUDA NA BIBLIOTECA AC-I

quinta-feira, 28 de Julho de 2005
 

SIDARTA GAUTAMA O BUDA

Agradeço ao Canal História, dia 27 de Julho de 2005, o reencontro com a figura de Sidarta Gautama, o Buda.
A minha viagem a Nyima Zong, em 1977, marca o meu primeiro encontro com o budismo Nyingma, a que não tenho dedicado o tempo e a atenção devidos.
O que escrevi sobre o Lama Kunzang Dorje veio publicado no jornal «A Capital» e num caderno destacável n’«O Século Ilustrado», que recordo.
Hora e meia no Canal História é muito importante: tive ocasião de relembrar algumas palavras-chave do percurso de buda e meu (desculpem-me a impertinência mas estou por ele autorizado a escrever: « cada um de nós pode tornar-se buda, todos podemos encontrar a iluminação. Quando se sabe isto, deixamos de ter medo») :
A via do meio termo
Ananda – discípulo mais próximo
Atingir a iluminação
Benares
Bodgaia
Buda = O iluminado
Escrituras budistas
Gaia
Impermanência
Lei de causa e efeito = karma
Parque das gazelas
Sangha = Comunidade monástica budista
Sermão de Sarnah
Vacuidade

Hoje, queria só assinalar um nome na minha galeria de grandes nomes e lembrar:

a)O que escrevi à volta do budismo pode ser lido nos meus arquivos
de manuscritos, dactil manuscritos e print de words.

b)E no meu site «O gato das Letras»

Na «Biblioteca do Gato» guardo, apesar de tudo, 9 títulos dos muitos que já tive sobre buda e o budismo:
1. Sogyal Rinpoche – O Livro Tibetano da Vida e da Morte – Ed. Prefácio, Lisboa, 2001
2. Alexandra David Neel – Inmortalidad y Reencarnacion – Ed. Dedalo, Buenos Aires, s/data
3. Chris Pauling – O Pensamento Budista – Ed. Presença, Lisboa, 1999





4. Thich Nhat Hanh – Buda Vivo – Cristo Vivo – Ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 1999






5. Dalai Lama e outros – Espírito e Ciência – Ed. Relógio d’Água, Lisboa, 1999
6. Marcus Borg – Jesus e Buda – Ed. Piaget, Lisboa, 1998






7. Jean Claude Carrière – A Força do Budismo – Ed. Difusão Cultural, Lisboa, 1995
8. Gilles Van Grasdorf – Penchen Lama – Ed. Asa , Porto, 2001
9. M.Y. Evans-Wentz – O Livro Tibetano dos Mortos – Ed. Pensamento, São Paulo, 1985




http://road-book.blogspot.pt/2006/07/adarsha-1996.html

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segunda-feira, fevereiro 25, 2013

ALEXANDRA DAVID-NEEL NA BIBLIOTECA AC




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sábado, fevereiro 23, 2013

DALAI LAMA: A ALMA DO TIBETE

domingo, 14 de Agosto de 2005

A ALMA DO TIBETE
«Choro sempre que posso.»
Richard Gere

Agradeço ao Canal História (Biography Channel) mais um reencontro feliz com o meu sublime companheiro de jornada, o 14º Dalai Lama.
Vi três vezes o documentário da CBS News, produzido por Patti Hassler e lamento não o ter em vídeo para o reler (rever) de vez em quando.
Se de videoteca do gato falamos, tenho de contar com os dois filmes de Hollywood citados no documentário «A Alma do Tibete» e que são:
«Kundun», de Martin Scorcese
«Sete Anos no Tibete», com o actor Brad Pitt e de que não me lembro aqui o realizador.
Outras pistas de viagem confirmadas na belíssima biografia da CBS: Richard Gere, o actor que é amigo pessoal do Dalai Lama;
Gandhi, uma das figuras adoradas pelo Dalai Lama;
Indira Gandhi e Pandit Nehru que, apesar de tudo, o acolheram na Índia e aos 100 mil refugiados.
***
Pela síntese que consegue e a grafia correcta de algumas palavras em tibetano (?), o texto da jornalista Sónia Correia dos Santos, no «Diário de Notícias» de 12 de Agosto de 2005, merece todo o destaque.
Até porque foi por ele que eu soube do documentário no Biography Chanel. Agradeço à Sónia e dedico-lhe esta página do meu blog.

««Dalai Lama Tenzin Gyatso nasceu em 1935, oriundo de uma família de camponeses, numa pequena aldeia situada no Nordeste tibetano.
Com apenas dois anos foi reconhecido como a reencarnação do seu predecessor. Os dalai-lamas são manifestações vivas do Buda da Compaixão, que tomou a decisão de renascer para servir, uma vez mais, a humanidade.
Dalai significa Oceano em mongol e Lama é Tibetano para alta reencarnação, e várias vezes referido por "Oceano de Sabedoria", um título dado pelo regime mongol à Altan Khan (o terceiro Dalai-Lama) e agora aplicado a cada encarnação.
Os dalai-lamas são mostrados como sendo a manifestação de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, cujo o nome é Chenre-zig em tibetano. Bodhisattvas são seres de uma sabedoria elevada que se propuseram atingir o nirvana e escolheram renascer para servir a humanidade.
Apesar destas referências pelo mundo todo, os tibetanos, geralmente referem-se a Sua Santidade como Yeshe Norbu, a Jóia, ou Kun-dun, a Presença.
A cerimónia de reconhecimento do XIV Dalai-Lama teve lugar a 22 de Fevereiro de 1940 em Lassa, a capital do Tibete. Dez anos depois, quando a China invadiu o território tibetano, com apenas 16 anos e mais nove de estudos religiosos por completar, Sua Santidade teve que assumir o poder político total.
Em Março de 1959, durante o Levantamento Nacional do Povo Tibetano contra a ocupação militar chinesa, partiu para o exílio.
Desde então, tem vivido nos Himalaias, em Dharamsala, na Índia, sede oficial do Governo tibetano no exílio, uma democracia constitucional instituída em 1963.
Na última década, o Dalai-Lama tentou estabelecer o diálogo com os chineses. Propôs o Plano de
Paz em Cinco Pontos em 1987/88, que poderia ter estabilizado toda a região asiática, e foi louvado por estadistas e especialistas em legislação no mundo inteiro.
O 14.° Dalai-Lama, ao contrário dos seus antecessores, que nunca viajaram no Ocidente, continua as suas viagens à volta do mundo, apelando à bondade, à compaixão, ao respeito para com o meio ambiente e sobretudo à paz no mundo.
Para além de uma extensa bibliografia, o líder espiritual já recebeu vários prémios honorários nos diversos países em que discursou, sendo o mais importante de todos o Prémio Nobel da Paz, recebido em 1989, graças ao reconhecimento da Academia Norueguesa relativamente às tentativas e esforços do Dalai-Lama em benefício da paz mundial.
Tenzin Gyatso continua a exercer a sua função de líder espiritual do budismo tibetano, que nos últimos anos encontrou famosos seguidores, como Richard Gere.»»

Além das palavras-chave registadas no texto de Sónia Correia dos Santos, registo algumas outras:
100 mil refugiados
doutoramento da divindade
criação de uma nação (governo) no exílio
Pandit Nehru não compromete a Índia a apoiar abertamente o Tibete contra a China
Guerra sino-indiana
Religião é um veneno (mao-tse-tung)
Resistência activa não-violenta
Um homem só contra o Golias da China
Massacre da Praça de Tianamen
Escrituras tibetanas

Os livros relacionados que conservo na biblioteca do gato já se encontram registados em outra notícia deste blog intitulada «buda».
Também referi o Dalai Lama no meu site «gatodasletras».

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1-2 90-09-06-ls> leituras do afonso - quinta-feira, 10 de Abril de 2003- novo word - dalailam  > - notas de leitura

MILHÕES DE AMIGOS (*)


[(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão», 6-9-1990]

24/8/1990 - Depois que lhe foi atribuído, o ano passado, o Prémio Nobel da Paz, o 14º Dalai Lama, chefe político e religioso do Tibete (país ocupado, há quatro décadas, pela República Popular da China), tornou-se uma figura popular, vedeta dos «media» e um escritor conhecido.
Ainda que não estivesse inédito em livro, pois circulavam várias obras suas, em diversas línguas ocidentais, sobre doutrina e prática budista, só depois do Prémio Nobel essas obras passaram a ocupar lugar de relevo nos editores e escaparates de todo o Mundo.
Entre as editoras mais atentas aos «novos ventos da História», a Pensamento de São Paulo (Brasil) tem marcado pontos. Nada lhe escapa de importante e de essencial. Longe vai o tempo em que se considerava medíocre a edição brasileira. Hoje, em matéria de vanguarda, bate aos pontos as melhores editoras de Lisboa e Porto.
É assim que acaba de surgir, quase na mesma hora em que saiu em Nova Iorque a edição norte-americana, « Bondade, Amor e Compaixão»(*), discursos do Dalai Lama nos E.U.A., compilados por Jeffrey Hopkins e Elizabeth Napper. Onde quer que ia e fosse qual fosse o País que visitava (numa peregrinação que em alguns aspectos se assemelha à do Papa João Paulo II) ele conquistava milhões de amigos para si, para o seu povo mártir e para o «dharma» budista. Agora, com estes discursos de larga influência que pronunciou para vastas audiências e abertos a todos os credos, ele conquistará também o coração de milhares de leitores, falando uma linguagem que, de tão universal e intemporal, já quase se encontrava esquecida do mundo contemporâneo.
Com efeito, a mensagem de Sua Santidade Tenzin Gyatso - denominação que hierarquicamente lhe é devida na ordem iniciática a que pertence - , não se destina unicamente a crentes budistas mas a todas as pessoas que acreditam na possibilidade de transformação do homem como indivíduo e membro da sociedade. Entre outros assuntos, o chefe do povo tibetano no exílio fala sobre adestramento e transformação da mente através da meditação, sobra as divindades do budismo tibetano e sobre a arte de captar, além das aparências, a verdadeira natureza das pessoas e dos fenómenos.
O organizador e tradutor desta colectânea, Jeffrey Hopkins, é professor na Universidade de Virgínia, onde rege um curso de estudos budistas, tendo acompanhado o Dalai Lama em suas viagens pelos E.U.A., Sueste da Ásia e Austrália.
De leitura também interessante para o grande público é a obra « Minha Terra e Meu Povo»(**), testemunho sobre as vicissitudes do povo tibetano, em resistência contra o invasor chinês desde 1950.
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(*)«Bondade, Amor e Compaixão», Décimo Quarto Dalai Lama, Editora Pensamento, São Paulo
(**)«Minha terra e Meu Povo», Décimo Quarto Dalai Lama, Editora Palas Athena, São Paulo
(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Leituras de Verão», 6-9-1990

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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

FRITJOF CAPRA: ENTRE DOIS PARADIGMAS


1-6 quinta-feira, 6 de Novembro de 2003 - caos-1-nucleo12-acetatos – frontespícios – autoterapia – da epistemologia à naturologia – em demanda do novo paradigma


                                               O CAOS DOS CIENTISTAS

19-8-1996

Ao analisar, a ciência profana reduz e, portanto, mata.
O holístico, o global, o sistémico, o total não resiste à sistemática fragmentação a que a ciência analítica o submete. À fragmentação do Todo em partes separadas. Especialmente se é do universo humano que falamos.
O que separa jamais volta a unir o que separou, por mais que diga o contrário.
A abordagem holística coloca problemas de método que a ciência experimental nunca conseguirá ultrapassar.
As boas intenções de Fritjof Capra são pouco mais que boas intenções, embora para o estudioso das ciências sagradas seja lisonjeiro ver um físico atómico a dizer que o taoísmo já tinha pensado o que a física atómica hoje pensa.
Mas o discurso da chamada área quântica diz bem que os dois modos - Analítico e Holístico - são inconciliáveis, irreconciliáveis .
Caos verdadeiro e irreversível é a teoria do caos e todas as teorias surtas no âmbito da área que a ciência designa de quântica.
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87-07-18-ls
 
O DESAFIO DE FRITOJOF CAPRA
INVESTIGAR O FUTURO (*)

[ 18-7-1987, in «A Capital»] - Investigadores, bibliotecários e arquivistas do passado, queixam-se do abandono a que foi votado o património documental do País.
As maiores autoridades no domínio da arquivística pronunciaram-se no colóquio realizado durante a 57.ª Feira do Livro de Lisboa, a respeito da indiferença geral que reina sobre os nossos maiores tesouros documentais, fontes históricas insubstituíveis, sem as quais o País perde a sua memória colectiva e, portanto, a identidade.
Sem as quais o País se desintegra. Após muitos anos em que Estado e governos ignoraram olimpicamente uma parte importante da nossa própria existência como povo e como País (a outra é o território físico) parece agora esboçar--se, com a reorganização da Torre do Tombo, a cuja comissão preside o prof. José Mattoso, uma viragem nesta situação de catástrofe. É possível que ainda vamos a tempo de salvar do dilúvio universal alguns arquivos e documentos importantes.
Encaminhada a recuperação da nossa memória colectiva, com a ajuda da informática, ocorreu-me que não seria talvez gratuito aparecer alguém, entre investigadores, bibliotecários e arquivistas do futuro, a reivindicar também uma acção urgente com o objectivo de não perdermos o nosso sentido de orientação como povo: A Imaginação Criadora, na qual se deve considerar incluída, por definição, a Investigação Cientifica.
Talvez o material de trabalho destes investigadores não se encontre, como o dos outros (os do passado), encaixotado algures num barracão, nem sejam tão nítidas as fronteiras do que importa preservar e salvaguardar para que, diante do apocalipse, a linha de rumo não se perca.
Talvez as balizas que delimitam os arquivos do futuro não sejam tão nítidas (e com certeza não são) como aquelas que definem os arquivos do passado.
Mas isso não retira importância à Historiografia Prospectiva ou Ciência do Futuro, e ao material arquivístico que é necessário coordenar para sistematizar esse novo campo da Ciência.
É que, de repente, tudo o que as ficções mais ou menos científicas tinham colocado num limbo de relativa (in)vero-similhança ou (im)probabilidade, torna-se um facto brutalmente instalado na nossa vida real quotidiana.
Com a crise ecológica e a ameaça de holocausto nuclear, o inverosímil torna-se verosímil e o improvável torna-se provável.
A verdade quase comezinha, quase lapaliciana, é de repente posta sem que muitos tenham tido tempo ainda de a assimilar: pode não haver futuro, o tempo e a história deixaram de poder ser considerados uma realidade inesgotável em expansão infinita.
Ora, se não houver futuro, de nada serve preservar o passado, de nada serve a memória conservada, no Tombo ou algures. Destruído o futuro, eis que o passado é também automaticamente destruído.
Não sei, porém, se esta realidade comezinha já terá tocado verdadeiramente os chamados cérebros responsáveis do nosso tempo, que vemos continuarem agindo como se tivessem a eternidade à sua frente e o apocalipse não estivesse já inscrito, na história dos acontecimentos, como hipótese a considerar. A Hipótese.
Mas para que o fim da história não se torne uma noção paralisante das pessoas e dos povos, tão paralisante como o excesso de passadismo, teremos de cultivar, em primeira prioridade, não só a memória do que foi mas a imaginação do que pode ser.
Sem imaginação eco-alternativa, que nos permita ultrapassar, como espécie humana, o impasse da tecnocracia moderna (que só pode conduzir à autodestruição do Planeta, como a Termodinâmica demonstra de maneira física irrefutável), arriscamo-nos a perder o precioso passado que tantos investigadores, arquivistas e bibliotecários justamente tanto acarinham.
Mesmo que essa tecnocracia se afadigue, por óbvio, a informatizar "up to date", a microfilmar e a reduzir a ficha automática milhões de documentos até agora inacessíveis, talvez convenha não confundir essa actividade com o nosso futuro e sobrevivência.
Por mais que se informatize o passado, terá que se desinformatizar bastante o futuro para que este simplesmente venha a ser possível. Sem a desintoxicação de tecnologia informática e de computadores, o planeta sucumbirá e com ele a humanidade.
Os «arquivistas do futuro», como lhes chamei, descobriram e sentem que a humanidade, finalmente, vive a prazo e que o futuro já não é inesgotável (tal como se descobriu que as grandes massas oceânicas ou a estratosfera ou at-mosfera não eram inesgotáveis).
Tal como um doente incurável, a Humanidade terá de reorganizar o seu espaço em função do tempo que ainda lhe resta.
Arquivistas do futuro são aqueles investigadores que procuram descobrir onde foi o ponto de rotura, onde é que esta «civilização» entre aspas, que traz o rei na barriga e a destruição na alma, errou.
Não há ainda uma editora especializada nesta área temática, a que, à falta de melhor, chamaremos de «novo underground»: mas multiplicam-se os testemunhos e as obras-chave que apontam para a nova consciência planetária de auto-conservação da espécie, campo aberto que poderíamos designar por Ciências Holísticas, quer dizer, as ciências que, embora aprofundando recintos particulares, o fazem sempre em referência ao todo, ao global (do globo terrestre) e ao universal (do universo imenso das galáxias).
Tal como o professor José Mattoso dizia dos arquivos do passado, «é cada vez mais nítida e generalizada a consciência de que os nossos problemas começam estruturalmente muito antes», também o arquivista do futuro poderá declarar: «É cada vez mais nítida e generalizada a consciência de que os nossos problemas começam estruturalmente muito depois de nós."
Sem dúvida que para explicar o presente podemos pedir explicação ao passado. Mas para agir no presente, teremos que pedir explicações ao futuro.
Na medida em que o presente tende a afunilar-se num beco sem saída, não podemos estar entregues exclusivamente a interrogar o passado: antes de explicarmos o que somos, pode ser que deixemos de ser, pura e simplesmente.
Evitá-lo é o objectivo fundamental do pensamento eco-alternativo, apoiado em todas as ciências da área holística ou ciências holísticas, movimento e pensamento estes provocados pelo imperativo categórico da crise ecológica
Se chegámos a ela e à eventualidade de um holocausto, que pode até não ser nuclear, que poderá mesmo ser climático, holocausto que acabaria não só com o presente mas com todos os vestígios do passado, a primeira prioridade de uma cultura não suicida, de um povo não suicida, de uma edição não suicida, é saber o que nos levou a esta crise e como ultrapassar dialecticamente o património ideológico que, através dos séculos, filosofias e sistemas, lá (cá) nos conduziu.
Entre os arquivistas do futuro que sistematizaram as causas passadas destes efeitos críticos, está Fritjof Capra, que podemos hoje apontar como o teorizador e diagnosticador da Doença estrutural chamada Civilização Tecno-Industrial.
É em edição brasileira que o vamos encontrar, nas suas duas obras de fundo: «O Tao da Física» e «O Tempo da Transformação».
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(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», «Crónica do Planeta Terra», em 18 de Julho de 1987

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1-3
capra - livros na mão - notas de leitura

UMA HERESIA COM VINTE ANOS
A DANÇA CÓSMICA DE FRITJOF CAPRA (*)

5/8/1990 [ 7-8-1990, in «A Capital» ] - Há livros tão carregados de energia e consequências, que estabelecem à sua volta, após a fase de pânico, uma espécie de vácuo protector, de silêncio tácito, única forma que o sistema de referências e valores tem de se defender contra o implacável desafio que lhe é proposto e que o abala desde os alicerces.
«O Tao da Física», publicado em Londres, em 1975, pelo físico atómico Fritjof Capra - e que a editora Presença teve agora, vinte anos depois, a coragem de lançar em tradução portuguesa - , é um desses livros raros que só pode esperar dos poderes constituídos, nomeadamente da respeitável instituição científica, o vazio do silêncio, o silêncio do vazio (como diria um discípulo de Lao Tsé).
No entanto, cada página, cada parágrafo de «O Tao da Física»(*) - subintitulado «uma exploração dos paralelos entre a física moderna e o misticismo oriental » - suscita questões de tal maneira decisivas, importantes e vertiginosas para o futuro do sistema (que vive de ir matando os ecossistemas) e do próprio planeta Terra, com toda a carga humana a bordo, que se esperaria um debate constante, nos grandes «media», em torno deste explosivo concentrado de teses «revolucionárias», de questões de «alta voltagem energética»
O sistema leva um certo tempo a digerir o que o contesta - é certo - mas, num caso destes, vinte anos decorridos não será tempo demais para hesitarem ainda em dar o prémio Nobel ao físico atómico Fritjof Capra, exorcismando-o assim de todos os malefícios? Seria o suficiente para o neutralizar, darem-lhe uma cátedra na Universidade de Berkeley? Não será uma distracção muito perigosa para o poder científico - que inclui a microfísica no topo das suas glórias, e respectivas bombas termonucleares daí advenientes - não ter ainda conseguido calar este herege, recuperar este filósofo maldito, neutralizar este investigador suspeito de grave heresia, calar, pura e simplesmente calar este autor do diálogo entre a física do Tao e o Tao da física?...
Não serei eu, neste modesto espaço de jornal, a poder quebrar tamanha conspiração de silêncio, e muito menos a poder esgotar o inesgotável manancial de ideias que constitui o livro-manifesto de Capra. Tanto mais que ele, entretanto, já acrescentou, ao seu currículo, outro livro-manifesto, talvez ainda mais explosivo do que este - «Le Temps du Changement», na edição francesa da Rocher(1983) (**) - no qual analisa aquilo a que chama a abordagem «holística» da realidade, indo, neste caso, buscar a palavra «holística» à tradição hermética da Astrologia ... Pior a emenda que o soneto, como se vê.
Um sistema ideológico como o ocidental, tão homogéneo e totalitário na sua inquebrantável tirania, que leva vinte anos a digerir uma tese destas - o paralelismo óbvio entre ciência de ponta e o erradamente chamado «misticismo» oriental (hinduísmo, budismo, pensamento chinês, taoismo e zen, ocupam, em exaustivas descrições, toda a segunda parte da obra) - coloca-se definitivamente em causa, pelo menos quanto à sua capacidade digestiva e metabólica. Por muito duro e redondo que seja o «pedregulho» dado a comer pelo rebelde filósofo inglês, a verdade é que a truculenta instituição científica sempre revelou, para estas coisas, um estupendo estômago, mostrando que tem sabido recuperar quase tudo aquilo que a contesta. Quando não pode calar, compra. E quando não pode comprar, manda perseguir, até que o autor seja «calado»(enjaulado num «gulag» psiquiátrico, por exemplo). Os poucos investigadores que escaparam a esta lei da «linchagem» - como é o caso, por exemplo, de Ivan Illich, que continua a constituir a maior carga subversiva que alguma vez o sistema teve de suportar - , vivem como autores de livros uma existência larvar, na semi-clandestinidade.
Capra parece-me gozar desse estatuto privilegiado: a seu respeito continua a manter-se um «muro de silêncio», muro que só a sua outra qualidade, de especialista na área da microfísica nuclear, impede que seja tão espesso e intransponível.
«O Tao da Física» está aí, em tradução portuguesa, (bastante correcta, diga-se de passagem, nos pontos nevrálgicos), sujeito a todas as contingências do marketing editorial, que tanto promove como derruba, conforme a «conjuntura. Aí está «O Tao da Física», silenciado mas capaz das mil leituras e das mil discussões que os espíritos livres dos investigadores independentes (se é que ainda os há) teriam o maior gozo, prazer e empenho em realizar. O resto não é com Capra. É pura e simplesmente connosco e com o nosso senso mínimo da dignidade intelectual.

CLARIDADE CARTESIANA

De uma claridade cartesiana, o discurso de Fritjof Capra ilustra racionalmente a realidade. Mas não conclui que todo o real é racional e que todo o racional é real, como fizeram hegelianos e neo-hegelianos das últimas fornadas na filosofia ocidental. Capra aceitou o desafio daquilo a que chama, de forma um tanto abusiva e simplista, as «místicas» orientais, e postula zonas do real que se espraiam, como um oceano de ritmos, para lá das praias amenas que a ciência estuda, para lá das baias limitativas e simplórias do racionalismo cartesiano, do idealismo hegeliano e «tutti quanti». Quer o Zen quer o Tao, são exactamente o contrário da mística e da metafísica, e mesmo o seu melhor e único antídoto.
No prefácio da primeira edição, o autor confessa, de forma quase lírica, como a intuição dessa realidade profunda (que é uma profunda unidade de todas as coisas, feita de relações mais do que de conteúdos) o apanhou, numa tarde Verão, à beira-mar, e o tocou, sem alterar as suas convicções de físico atómico, antes as confirmando e ampliando: «Sendo um físico - escreve Capra - eu sabia que areia, rochas, águas e ar que me rodeavam são feitas de moléculas e átomos vibrantes (...) Tudo isto me era familiar pela minha investigação na física das altas energias, mas até ali só tinha sentido isso através de gráficos, diagramas e teorias matemáticas. Sentado na praia, as minhas anteriores experiências vivificavam-se: «vi» cascatas de energia descendo de um espaço externo, onde as partículas eram criadas e destruídas ritmicamente; «vi» os átomos dos elementos e os do meu corpo participando nesta dança cósmica de energia; «senti» o meu ritmo e ouvi o seu som, e nesse momento soube que era a Dança de Shiva, o Senhor dos Dançarinos adorado pelos hindus.»
Definida assim, pelo próprio autor - em palavras que mais ninguém podia subscrever, porque a «experiência interior» é pessoal e intransmissível - a intuição central de Capra tem, como se calcula, incalculáveis consequências para ele ( apanhado em um daqueles momentos-limite existenciais que decidem de uma vida inteira) mas também para a ciência que cultiva e para o sistema cultural a que deve obediência. Um verdadeiro drama. A estes momentos únicos de hecatombe interior há quem chame momentos de «iluminação».
Neste sentido, Capra é um autor sincero, pois bem podia ter ficado calado, continuando a jogar conforme as regras do jogo estabelecido, em vem de obedecer às motivações profundas da sua consciência moral, abalada nos alicerces. Só assim se poderá compreender que ele ousasse desafiar, com teses heréticas e extremamente perigosas para a sua segurança pessoal, o sistema, permanecendo assalariado do próprio sistema: o mundo organizado, pré-programado e totalitário da instituição científica.

INSTITUIÇÃO IMPERTURBÁVEL

Mas a instituição parece não ter ainda percebido o enorme serviço que Capra lhe prestou com esta sua «ousadia». É que, feitas as contas, medindo os prós e os contras, não se sabe quem mais beneficiou deste súbito «aggiornamento»: se a ciência ocidental (à beira do descrédito pelas desastrosas consequências ecológicas já hoje indisfarçáveis), nomeadamente na sua especialidade de ponta, a microfísica nuclear, - se a sabedoria oriental, que nunca oscilou um milímetro, ao longo de mais de sete milénios. Limitou-se a ser ignorada dos filósofos socráticos e pós socráticos, o que só a prestigia e em nada a afecta. Antes, com Heraclito e Parménides, o próprio Capra não deixa de identificar as inúmeras afinidades entre estes pensadores ditos pré-socráticos, e a dialéctica do taoísmo, essencialmente movimento.
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(*) «O Tao da Física», Fritjof Capra, Ed. Presença
(**) «Le Temps du Changement», Fritfoj Capra, Editions du Rocher, Monaco, 1983
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(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado no jornal «A Capital», em «Livros na Mão», série do autor, a 7 de Agosto de 1990
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NA «ERA DA TRANSMUTAÇÃO»
O PARADIGMA PERDIDO (*)
[ 26-11-1988, in «A Capital»] – 1 - Na transição para o terceiro milénio e para a era do Aquário, é a abordagem holística, imediatamente após a abordagem ecológica, o instrumento metodológico adequado à complexidade dos problemas que a civilização tecnológica, completamente cega ao ambiente que a rodeia, tem provocado.
A abordagem ecológica é, no momento de transição, a pedra angular para não perder o pé da realidade e poder realizar o salto para o espírito sem cair no angelismo idealista dos pseudo-espiritualismos que hoje igualmente inflaccionam o mercado.
2 - A abordagem holística da realidade põe fim a uma ilusão estrutural do próprio sistema que vive de ir matando os ecossistemas.
Consiste essa ilusão em «correr constantemente para metas que constantemente se vão afastando».
É o espectáculo pornográfico da concorrência, alimentado por teorias «científicas» como o darwinismo, que invadiu praticamente todo o panorama do mundo contemporâneo, a Leste e a Oeste, onde o paradigma logarítmico do desenvolvimento provoca necessariamente a destruição maciça e inevitável dos recursos naturais.
No mito das metas a alcançar, reside um dos vícios fundamentais em que assenta a civilização tecnológica: e nada adiantam reformas sectoriais no Ambiente, com políticas reformistas de anti-poluição, se todo o sistema continuar a ser minado por vícios estruturais como esse.
«Os Cavalos também se Abatem», romance de Horace Mc Coy (1962), ilustra este vício estrutural da civilização industrial, sem renunciar ao qual essa civilização poucos mais anos poderá sobreviver à falta de recursos naturais que explorar.
Sem um paradigma (ecológico à partida, enquanto radicalização da realidade histórica e holístico nos objectivos e nos programas de acção política), que retome os mais antigos paradigmas das mais altas civilizações da Terra, o planeta continuará a sua marcha para o abismo da autodestruição. Não é por acaso que filósofos como Garaudy apelam às fontes orientais da Sabedoria e historiadores, como Toynbee, ao diálogo das civilizações.
Não é por acaso, também, que um dos mais conhecidos «contemporâneos do futuro», o profeta Ernest Frederich Schumacher, apontou, na sua obra «Small Is Beautiful», a «economia budista» como modelo alternativo de vida à economia tecnocrática actual.
3 - A crise ecológica e os problemas de ambiente não surgem por acidente, no contexto da civilização europeia e devem ser consideradas questões estruturais do modelo ideológico (ou «paradigma», Edgar Morin) que, através dos séculos, preside à história do mundo ocidental (ver Fritjof Capra, in «A Era da Transmutação»).
A abordagem ecológica da realidade implica assim, incessantemente, uma intervenção de maior ou menor alcance no modelo cultural vigente, ou, dito de outro modo, na ideologia dominante.
Não se trata de mudar alguma coisa à superfície para deixar, na essência, tudo na mesma, mas de dar um contributo à «mudança».
Note-se que a mudança, no sistema totalitário que caracteriza a cultura europeia e ocidental, só poderá fazer-se pela criação de alternativas paralelas (de autarcia e auto-suficiência) à sociedade estabelecida.
4 - Conta-se a ciência entre os subsistemas do sistema cultural vigente, pelo que a crítica da ciência estabelecida, servindo esta incriticamente o sistema, se inscreve entre as primeiras «démarches» da abordagem ecológica.
Não se trata de ir contra a ciência, mas de mostrar que a ciência actual, submetida como está às forças económicas e políticas, não pode ter a independência suficiente para se distanciar dessas forças a quem deve total submissão.
A ciência é financiada pelo Estado ou pelas multinacionais, que são entidades super-estados. O mecenato constitui-se hoje como política dos países europeus que dizem, assim, servir a cultura e as artes.
A Ecologia não poderá, enquanto constelação de ideias, incluir-se então nesse conceito de cultura «dependente», já que a independência do sistema económico é condição «sine qua non» de uma abordagem ecológica, necessariamente crítica do sistema estabelecido, sistema que é «causa rerum» da chamada crise ecológica.
5 - A ideologia, traduzida através do discurso dominante em todos os «mass media», é outro objecto fundamental da abordagem ecológica, enquanto análise do sistema que vive de ir matando os ecossistemas.
A abordagem ecológica da realidade política, económica, cultural, artística, literária, desportiva, implica uma análise crítica do discurso e das mitologias que efectivamente sustentam o sistema biocida.
Mathias Finger, da Eco-Ropa (organização fundada por Denis de Rougemont) fala de uma «tanatocracia», da palavra «tanatos», morte, que na «Frente Ecológica» temos designado por «biocídio» nas suas variantes de homicídio e etnocídio qualificados.
6 - A procura holística da unidade universal no mundo fragmentário dos reducionismos e
sectarismos, tem, como qualquer outra construção do espírito, riscos que a capacidade humana não consegue, por vezes, evitar.
O «holismo» é necessário, é mesmo condição «sine que non» da sobrevivência planetária e humana, mas espreitam-no perigos e erros, acidentes de percurso: «abstraccionismo», «materialismo espiritual» (Chogyam Trungpa), «dogmatismo», «angelismo», «irrealismo», etc. são alguns desses erros.
Correndo esses riscos, o «holismo» terá, como corrente fundamental deste nosso tempo, que reforçar o seu peso na mentalidade contemporânea, corrigindo os excessos de divisionismo e fraccionamento que levou, de facto, longe de mais a pulverização da realidade, a «atomização da realidade» (Lanza dal Vasto).
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(*) Este texto de Afonso Cautela, foi publicado no jornal «A Capital», em 26 de Novembro de 1988
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1-13 quinta-feira, 6 de Novembro de 2003 

 http://www.archipress.org/index.php?option=com_content&task=view&id=129&Itemid=49
 
Sagesse des Sages, conversations avec des personnalités remarquables
Fritjof Capra (L'Age du verseau, Paris, 1988)

"Depuis quinze ans, Fritjof Capra plaide pour l'abandon d'une conception trop mécaniste -voire cartésienne- du monde". Ce livre est une rencontre avec des personnes tels que Werner Heisenberg, Krishnamurti, Ronald D. Laing, Alan Watts, Gregory Bateson et surtout Hazel Henderson. "Capra a approfondi une réflexion singulière (...) Notre avenir, notre survie même, passent par une nouvelle sagesse : celle d'individus susceptibles de travailler à l'élargissement de leur propre conscience".
L'auteur est physicien diplômé de l'université de Vienne. Il a écrit Le Tao de la Physique et Le temps du changement .

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FRITJOF CAPRA: LIVROS NA BIBLIOTECA AC





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domingo, dezembro 28, 2008

OBSCURANTISTAS 2007

1-2-semente-1-ac-aa> [ambio] a semente do diabo
Terça-Feira, 31 de Outubro de 2006
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obscurantistas-ac-ca>

A SEMENTE DO DIABO

Se não há saída, se «a idiotice e o obscurantismo ameaçam o mundo», como Carlos Aguiar deixa bem claro na sua mensagem urbi et orbi, no seu diagnóstico do Apocalipse, só resta, como ele quer e vivamente recomenda, a luta, a resistência, a guerra, a grande batalha (final) do Armagedão.

Estou com ele e com os seus presságios. Venho, portanto, aderir de alma e coração à grande Cruzada contra o Infiel, respondendo ao apelo desesperado, solitário e heróico de Carlos Aguiar, para que nos mobilizemos todos e, ao seu lado, codo a codo, caminhemos em frente na nova frente unida que se impõe neste tempo-e-mundo de fim do mundo: os civilizados do iluminismo contra os bárbaros do obscurantismo.

Seremos poucos, deste lado da barricada, provavelmente só ele e eu, mas não baixaremos os braços (jamais) e heroicamente iremos enfrentar não só o ridículo mas o dragão da crassa ignorância e da mentalidade anti-científica que grassa como um vírus quase tão maléfico como o outro que os iluminados cientistas inventaram e a que chamaram «gripe das aves».

Se tudo, neste tempo-e-mundo, está contra a boa e justa causa que o Carlos Aguiar defende e eu com ele, se tudo ( até os académicos, antes impolutos de tais culpas e desmandos) conspira contra nós - os puros - na tenebrosa sombra e nas alfurjas da subversão, se tudo, incluindo os pérfidos media, está contra o iluminismo fosforescente, não teremos outro remédio senão ir, ao som das trombetas tonitruantes, contra a corrente mais do que dominante.

Ao arrepio das forças satânicas do mal.

A propósito de sítios na Net que também (não) alinham na contra-subversão, na grande guerra agora declarada, cito apenas alguns.

Entre esses sítios encarregados de divulgar o novo e negregado obscurantismo, cito o mais recente canal da rede TV Cabo: Canal Infinito, Canal 49 para quem tenha Power Box e Canal 18 para a TV Cabo normal.

Não confundir com o Canal 18 de alguns meses atrás, softcore a comparar com este tal «Infinito», francamente hardcore para espíritos sensíveis como os do Carlos Aguiar.

Duas rubricas desse canal atestam como está infinitamente ao serviço do neo-obscurantismo :

1) «O Olho de Hórus», uma série sobre a iniciação dos hierofontes egípcios;

2) «A Hora do Complô».
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Outros sítios onde a semente do diabo pode ser encontrada:

Obscurantistas

Antologia do maravilhoso

Balanço da civilização

Barbárie tecnológica

Biologia alargada

Bio-ritmologia

Bússola do Pêndulo

Ciência ordinária

Ciência da analogia

Componentes da alma
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Etienne Guillé ( o maior obscurantistas de todos os tempos)

Michio Kushi (o segundo maior obscurantista de todo os tempos)

Linus Pauling (o obscurantista dos dois prémios Nobel)

Ivan Illich (o rei dos obscurantistas)

René Lévy ( e outros, muitos obscurantistas, a lista interminável dos que conspiram contra a humanidade e os auto-iluminados)

Posso enviar ao Carlos Aguiar mais munições para a sua luta, mais uns 500 sítios, de A-Z, onde o «relativismo céptico anti-ciência» grassa como pandemia mortal.

Absolutamente de acordo, amigo e camarada Carlos Aguiar: «há um padrão histórico que é necessário combater a todo o custo.»

Vamos a isso.

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IDEOLOGIAS 1991

1-1- bigmania> leituras> ficcoes>-3207 caracteres - [discurso aberto quase inventário] para leituras moraes – tese de 5 estrelas

A BIGMANIA CONTRA A GRANDE NOITE DO CAOS

12/5/1991 - A negra maré, o caos, a dissolução, o vazio, o mistério da origem e do fim, as trevas, que pode o ser mísero e mesquinho, o rasteiro mortal para não se desintegrar face ao nada?
Tudo o que ele tenta é contra o Terror Horror. O que ele procura -- na tortura e nas viagens, nas lutas e conquistas, nas novas e antiquíssimas tecnologias, na política e na electrónica -- é o que totaliza, unifica, contrai, uniformiza, ordena. O que lhe dá, enfim, a ilusão temporária de eternidade.
De oceano infinito. De superfície espelhada, uniforme, sem rugas.
A ideologia consumista tenta responder a essa necessidade premente, a esse permanente horror de um confronto, de um frente a frente com o vazio, de cada um consigo mesmo, quer dizer, com Deus, quer dizer, com a Morte, o Nada, o Infinito, o Caos, o Universo, pela proliferação infinita de gadgets e objectos.
Hitler respondeu com a ideologia do sacrifício e da totalidade totalitária, com o ideal rácico e patriótico, capaz de abranger semanticamente uma fatia do real que imita, a olho nu, a Realidade.
Marshall Mac Luan respondeu com a Aldeia Global dos «media» electrónicos.
Salazar respondeu com as Finanças assimiladas com a Nossa Senhora de Fátima e o Milagre da Pátria.
Gandhi respondeu com a resistência satiagrai ao invasor ocidental, branco e ateu. Britânico, essência de todos os horrores.
Pedro o Grande respondeu com as glórias da Grande Rússia que tinha a vantagem de ser, comparativamente a Portugal, efectivamente grande -- o que se diz imensa.
A Alquimia respondeu com a Transmutação do Chumbo em Oiro!
O ideal de Riqueza, Beleza, Longevidade, Poder responde, entre greco-latinos & anexos mediterrânicos, e seus cânones, na tentativa de substituir o Caos por uma Ordem, pequena ou média, formal ou visionária, mas ordem.
As ordens iniciáticas, as sociedades secretas, respondem, pelo rigor e pela disciplina, pela comida espartana, pela cama rija de palhas ao desatino do que fica de fora e é disforme, dissonante, inarmónico.
O mito do Preste João, do Graal, da Taça templária, responde com um simulacro de ordem à Desordem, de alma ao Vazio, de Deus ao Buraco Negro e ao vazio da Morte.
Religiões, Seitas, Publicidade, Propaganda, especialmente a Propaganda, os Media, a Aldeia Global respondem electronicamente à necessidade de um Éden, mesmo ilusório, mas de um Éden onde o gozo só por si faça sentido e não tenha do outro lado um Cancro galopante.
A expomundial 93, a Europália 91, o Centro de Belém -- mausoléu de todos os poderosos -- o Mercado Único 92, as Olimpíadas 92, a Expo 98, [---] respondem à necessidade metafísica de calar o Remorso do Primeiro Mundo pela expoliação do segundo, do terceiro e do Quarto mundos.
Os Óscares, o Nobel, o Pulitzer, o prémio Lenine[---]
A repressão sangrenta unifica no Curdistão, no Tibete, no Timor-Leste.
O Papa dá, por dois dias, por dois tostões per capita, a ilusão de pertencermos à mesma ordem, ao mesmo casulo protector onde as ondas do Caos vêm bater raivosas mas aparentemente com menos violência

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sábado, dezembro 27, 2008

PÉROLAS DA EVOLUÇÃO

1-1 - manuela-2-ac-ms>

JÁ NÃO HÁ TABUS

segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Que temas como Etienne Guillé, segundo código genético, hipótese vibratória, Continente Mu, Atlântida e extra-terrestres sejam tabu nos meios inteligentes, bem pensantes e ideologicamente correctos como o da Ambio, compreendo: ou são silenciados ou despega-se uma discussão dos demónios à volta de coisas completamente marginais e alheias ao tema.
Mas que a palavra «negócios» não suscite sequer um guincho de admiração, continua a ser para mim um mistério bem maior do que o dos discos voadores.

Em Abril, alguém estranhou que um texto meu enviado para a Ambio - «negócios da biomassa» - tivesse sido recebido com um silêncio sepulcral e total. Tento compreender quais são os temas que induzem esse silêncio e acho que já descobri um: a palavra «negócios» ou aparentada, desde que ligada aos prefixos eco- e bio- e outros que estão na moda, deixam todo o mundo mudo e calado.
Vá lá perceber-se porque é que uma palavra tão usual e actual se tornou assim tabu. Até existe um «Jornal de Negócios» além dos outros jornais de negócios com nomes parecidos e afins.
Regularmente o Manuel Ferreira Santos aproveita a Ambio para ir promovendo a biomassa e os negócios da Biomassa.
O Henrique Pereira dos Santos definiu nas tais três linhas - «pérolas da evolução» - o imperativo categórico (negocial & negocístico) do nosso tempo: o verdadeiro movimento ecológico é hoje o eco-verdismo desdobrável em 11 capítulos, assim designados por ordem alfabética (se o word não me recusar outra vez ordenar a lista de A-Z):

+Eco-clientelismo
+Eco-equívocos
+Eco-inovação
+Eco-legalistas
+Eco-negócios
+Eco-oportunismo
+Eco-previsionismo
+Eco-reformismo
+Eco-snobismo
+Eco-tácticas
+Eco-tecnocratas

Fora do eco-verdismo só ficam 6 tópicos
Ecocídio
Eco-País
Eco-política
Eco-realismo
Eco-tecnologias
Eco-utopia
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Não me canso de aconselhar uma profunda meditação sobre este pensamento de tão largas consequências e de tal amplitude:
««Quanto ao papão dos interesses económicos, já é tempo de nos deixarmos disso:
os interesses económicos são uma coisa muito útil, é mesmo uma das
principais forças positivas que a evolução nos legou.»»
(Henrique Pereira dos Santos dixit)

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terça-feira, junho 17, 2008

OBSCURANTISTAS 2006

1-2-semente-1-ac-aa> [ambio] a semente do diabo

Terça-Feira, 31 de Outubro de 2006
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obscurantistas-ac-ca>

A SEMENTE DO DIABO

Se não há saída, se «a idiotice e o obscurantismo ameaçam o mundo», como Carlos Aguiar deixa bem claro na sua mensagem urbi et orbi, no seu diagnóstico do Apocalipse, só resta, como ele quer e vivamente recomenda, a luta, a resistência, a guerra, a grande batalha (final) do Armagedão.
Estou com ele e com os seus presságios. Venho, portanto, aderir de alma e coração à grande Cruzada contra o Infiel, respondendo ao apelo desesperado, solitário e heróico de Carlos Aguiar, para que nos mobilizemos todos e, ao seu lado, codo a codo, caminhemos em frente na nova frente unida que se impõe neste tempo-e-mundo de fim do mundo: os civilizados do iluminismo contra os bárbaros do obscurantismo.
Seremos poucos, deste lado da barricada, provavelmente só ele e eu, mas não baixaremos os braços (jamais) e heroicamente iremos enfrentar não só o ridículo mas o dragão da crassa ignorância e da mentalidade anti-científica que grassa como um vírus quase tão maléfico como o outro que os iluminados cientistas inventaram e a que chamaram «gripe das aves».
Se tudo, neste tempo-e-mundo, está contra a boa e justa causa que o Carlos Aguiar defende e eu com ele, se tudo ( até os académicos, antes impolutos de tais culpas e desmandos) conspira contra nós - os puros - na tenebrosa sombra e nas alfurjas da subversão, se tudo, incluindo os pérfidos media, está contra o iluminismo fosforescente, não teremos outro remédio senão ir, ao som das trombetas tonitruantes, contra a corrente mais do que dominante.
Ao arrepio das forças satânicas do mal.
A propósito de sítios na Net que também (não) alinham na contra-subversão, na grande guerra agora declarada, cito apenas alguns.
Entre esses sítios encarregados de divulgar o novo e negregado obscurantismo, cito o mais recente canal da rede TV Cabo: Canal Infinito, Canal 49 para quem tenha Power Box e Canal 18 para a TV Cabo normal.
Não confundir com o Canal 18 de alguns meses atrás, softcore a comparar com este tal «Infinito», francamente hardcore para espíritos sensíveis como os do Carlos Aguiar.
Duas rubricas desse canal atestam como está infinitamente ao serviço do neo-obscurantismo :
1) «O Olho de Hórus», uma série sobre a iniciação dos hierofontes egípcios;
2) «A Hora do Complô».
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Outros sítios onde a semente do diabo pode ser encontrada:
Obscurantistas
Antologia do maravilhoso
Balanço da civilização
Barbárie tecnológica
Biologia alargada
Bio-ritmologia
Bússola do Pêndulo
Ciência ordinária
Ciência da analogia
Componentes da alma
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Etienne Guillé ( o maior obscurantistas de todos os tempos)
Michio Kushi (o segundo maior obscurantista de todo os tempos)
Linus Pauling (o obscurantista dos dois prémios Nobel)
Ivan Illich (o rei dos obscurantistas)
René Lévy ( e outros, muitos obscurantistas, a lista interminável dos que conspiram contra a humanidade e os auto-iluminados)
Posso enviar ao Carlos Aguiar mais munições para a sua luta, mais uns 500 sítios, de A-Z, onde o «relativismo céptico anti-ciência» grassa como pandemia mortal.
Absolutamente de acordo, amigo e camarada Carlos Aguiar: «há um padrão histórico que é necessário combater a todo o custo.»
Vamos a isso.

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JUSTIÇA UNIVERSAL

domingo, 26 de Março de 2006

COMPAIXÃO PELOS COITADINHOS

Os especialistas de aviário e seus sequazes mediáticos, querem fazer esquecer que tudo vai dar ao dilema moral: ser ou não ser pela vida, ser ou não ser pela liberdade de todos os seres sensíveis e não só a do predador humano.
Querem fazer esquecer que a ciência em geral e a ecologia em especial, é uma questão de sensibilidade, de compaixão, de amor.
Fogem eles com o rabo à seringa, ou seja, julgam-se (do alto da sua arrogância) a salvo da lei de causa e efeito, a lei científica que tudo rege e a que alguns, para chatiar o AEloy, chamam lei kármica e outros, para chatiar o Buho, princípio único taoísta.
Ou seja: julgam eles que nunca serão julgados nem punidos pelas malfeitorias e patifarias que, em nome da ciência, continuam a alimentar, no comércio aviário e nem só.
Aliás, todos nós, mesmo os que não comem carne, estamos implicados, pela nossa passividade pusilânime, nesta responsabilidade universal e seremos julgados pela deusa Mat que é igual a justiça.
A lei de causa e efeito (outrora indicada como eixo viário da ciência experimental que era de facto ciência e não a fantasmagoria moderna) nos julgará a todos.
Por mim, prefiro que seja já: e o facto de ser vegetariano, ocasionalmente carnívoro, só me ajudará a que a punição venha mais rapidamente, de preferência antes da viagem para o outro lado.
Quando tiver que ir, que vá um pouco menos carregado e um pouco mais leve.
Os especialistas de aviário, responsáveis pela obscena manipulação de massas em curso, que se cuidem.
E que não me chateiem com os seus discursos virais e outras tretas e petas.
Mal sai um jornal, neste caso uma revista, que decide desmistificar a grande mistificação ideológica e logo um intelectual de aviário se passeia na Ambio com o rótulo de A Eloy – o coitadinho – a vociferar contra o editorialista da revista «Discovery Salud» que fez a desmistificação política da gripe, faltando agora quem tenha paciência para deslindar a outra metade que é a mentira, a sofística laboratorial em que aquela se apoia.
Quando isso for feito, espero bem que os proliferantes coitadinhos impludam de vez e deixem de nos chatiar os cornos.
Não sei quem é esse senhor Buho mas as suas fantasmagóricas aparições na Ambio são sempre um presságio de nevoeiro, envoltas na tal neblina mental em que nada se distingue de nada.
Não é coisa que me incomode nem é importante mas dou um doce a quem me souber dizer se o tal AEloy é contra ou a favor da mistificação aviária exactamente denunciada (que eu saiba, pela primeira vez), pelo editorialista da «Discovery Salud».
Em qualquer caso, todos metidos na gaiola aviária (onde actualmente metem as inocentes aves) seria o melhor destino a dar-lhes: punham os ovos e davam continuidade à linhagem, enquanto nos deixavam a nós, carnívoros e vegetarianos, em paz.
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Acho que já falei disto mas nunca é demais garantir as frases lapidares proferidas pelos intelectuais de aviário que proliferam por tudo o que é mídia ideologicamente correcto:
Em 24 de Fevereiro de 2006, no jornal «Público», o inesquecível Eduardo Prado Coelho, que assina «professor universitário» para pôr em respeito os ignorantes como eu, escrevia mansamente este naco de prosa dourado:
«o agora celebrado Agostinho da Silva (apesar de nunca o ter visto dizer duas coisas pertinentes)»

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CAOS 1991

1-1-3207 caracteres - [discurso aberto quase inventário] para leituras moraes – tese de 5 estrelas

A BIGMANIA CONTRA A GRANDE NOITE DO CAOS

12/5/1991 - A negra maré, o caos, a dissolução, o vazio, o mistério da origem e do fim, as trevas, que pode o ser mísero e mesquinho, o rasteiro mortal para não se desintegrar face ao nada?
Tudo o que ele tenta é contra o Terror Horror. O que ele procura -- na tortura e nas viagens, nas lutas e conquistas, nas novas e antiquíssimas tecnologias, na política e na electrónica -- é o que totaliza, unifica, contrai, uniformiza, ordena. O que lhe dá, enfim, a ilusão temporária de eternidade.
De oceano infinito. De superfície espelhada, uniforme, sem rugas.
A ideologia consumista tenta responder a essa necessidade premente, a esse permanente horror de um confronto, de um frente a frente com o vazio, de cada um consigo mesmo, quer dizer, com Deus, quer dizer, com a Morte, o Nada, o Infinito, o Caos, o Universo, pela proliferação infinita de gadgets e objectos.
Hitler respondeu com a ideologia do sacrifício e da totalidade totalitária, com o ideal rácico e patriótico, capaz de abranger semanticamente uma fatia do real que imita, a olho nu, a Realidade.
Marshall Mac Luan respondeu com a Aldeia Global dos «media» electrónicos.
Salazar respondeu com as Finanças assimiladas com a Nossa Senhora de Fátima e o Milagre da Pátria.
Gandhi respondeu com a resistência satiagrai ao invasor ocidental, branco e ateu. Britânico, essência de todos os horrores.
Pedro o Grande respondeu com as glórias da Grande Rússia que tinha a vantagem de ser, comparativamente a Portugal, efectivamente grande -- o que se diz imensa.
A Alquimia respondeu com a Transmutação do Chumbo em Oiro!
O ideal de Riqueza, Beleza, Longevidade, Poder responde, entre greco-latinos & anexos mediterrânicos, e seus cânones, na tentativa de substituir o Caos por uma Ordem, pequena ou média, formal ou visionária, mas ordem.
As ordens iniciáticas, as sociedades secretas, respondem, pelo rigor e pela disciplina, pela comida espartana, pela cama rija de palhas ao desatino do que fica de fora e é disforme, dissonante, inarmónico.
O mito do Preste João, do Graal, da Taça templária, responde com um simulacro de ordem à Desordem, de alma ao Vazio, de Deus ao Buraco Negro e ao vazio da Morte.
Religiões, Seitas, Publicidade, Propaganda, especialmente a Propaganda, os Media, a Aldeia Global respondem electronicamente à necessidade de um Éden, mesmo ilusório, mas de um Éden onde o gozo só por si faça sentido e não tenha do outro lado um Cancro galopante.
A expomundial 93, a Europália 91, o Centro de Belém -- mausoléu de todos os poderosos -- o Mercado Único 92, as Olimpíadas 92, a Expo 98, [---] respondem à necessidade metafísica de calar o Remorso do Primeiro Mundo que expolia o Segundo, o Terceiro e o Quarto mundos.
Os Óscares, o Nobel, o Pulitzer, o prémio Lenine [---]
A repressão sangrenta unifica no Curdistão, no Tibete, no Timor-Leste.
O Papa dá, por dois dias, por dois tostões per capita, a ilusão de pertencermos à mesma ordem, ao mesmo casulo protector onde as ondas do Caos vêm bater raivosas mas aparentemente com menos violência

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domingo, fevereiro 03, 2008

SOFÍSTICA 1974

06-03-24-ac-ac>

link para pasta [gripe] onde sublinho, além das teorias científicas, mais algumas técnicas de manipulação de massas, como (técnicas) projecções, modelos, sondagens, etc.

TRABALHOS FORÇADOS

C.F.M.L.: Este trabalho (forçado) de acompanhar, dia a dia, os files que fui coleccionando, coloca-me pequenas dificuldades.
Por exemplo: um texto de 1974 falava de «oportunismo político das teorias científicas».
Quando a moda, hoje (a que chamei de onda negra) é quase toda baseada em teorias científicas, surge-me uma óbvia constatação: o tremendismo do susto e do suspense sistemático que hoje se tornou alimento indispensável dos media, incluindo canais Cabo, baseia-se afinal em fantasmagorias «arquitectadas» pela sofística dita científica com um requinte de tortura chinesa.
Uma razão mais para eu alimentar a esperança que não se baseia em teorias científicas mas em dados ou factos ou intuições.
As teorias que tentam explicar os ovnis, por exemplo, têm a vantagem, mesmo sendo fantasmagóricas, de pelo menos serem mais interessantes do que a psicose histérica de pandemias víricas que raiam o tragicómico do ridículo, o ridículo do tragicómico.
Não sei se a prospectiva abrange o estudo crítico das teorias científicas. Lembro-me a propósito de um texto de 1977 que fui exarar no meu trabalho (forçado) de todos os dias, que é rever os files por data, com os quais alimento, como já se disse, os meus sete sites + sete blogs.

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