sexta-feira, dezembro 26, 2008

COUNTDOWN 2012

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sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006 = faltam 2205 dias = ct=countdown

CARTA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA A TODOS OS CÉPTICOS DESTE MUNDO: DEUS CRIOU O HOMEM E O HOMEM CRIOU DEUS

Meu caro Abel Campos Artigot

Talvez um dia me possas ainda vir a explicar porque raio eu, Nossa Senhora de Fátima segundo alguns, sou menos real do que tu, eterno céptico de Abrunhos, terra seca onde não medra erva nem vivalma.
Talvez um dia (de preferência antes de 21 de Dezembro de 2012) me possa ressarcir de tanto menosprezo e encontres, se tal habilidade tiverdes, a simplicidade com que me falaram o Jacinto Marto, a Jacinta Marto e a Lúcia [---], qualquer deles vivendo aqui ao meu lado, na harmonia silenciosa dos bosques e daquela árvore maravilhosa que se chamava [---] num lugar chamado Cova da Iria, hoje celebrizado para o turismo com o nome de Fátima e o sobrenome Altar do Mundo.
Até no Canal Odisseia, que eu vejo aqui regularmente em boas condições, já ouvi críticas ao comércio que se pratica no lugar do Santuário. Que terá um Canal de Televisão chamado Odisseia contra o comércio de amuletos e rosários?
Numa futura missiva aos cépticos do Mundo, contar-te-ei em pormenor para que serve o rosário [aimé michel, 79].
Como deves saber mas já deves ter esquecido, almas como a dos três pastorinhos, não falam, rezam. Rezam, não falam. E assim o fizeram comigo.
Não quer dizer que eu não aprecie os estudos eruditos que me têm sido consagrados e que eu tanto aprecio.
Dou, como exemplo, esse livro tão ternurento da Seomara Costa Ferreira, até acho que prejudicaram, por causa disso, a carreira académica da senhora.
Belos trastes esses doutores da mula ruça, medíocres alminhas sempre prontas a meter os outros nos seus buracos sem ar, sem luz e sem fundo.
E já agora: tudo que a Seomara diz de mim, nas várias aparições através dos séculos, é verdadeiro e num estilo de escrita bem mais agradável do que esse chatíssimo Carl Jung que, como sabes, escreveu sobre OVNIS, tema que (como tu não sabes) diz directamente respeito a gente da minha família («linhagem» como dizem os autores actuais de best sellers à minha custa).
O que se tem dito de OVNIS nem Mafoma disse do toucinho.
Esse, o Mafoma, encontro-o por aqui, pois é de poucas falas, não frequenta cafés e não se dá com a plebe. Isto da aristocracia, como sabes mas talvez já tenhas esquecido, é um anátema e não há nada a fazer.
Paciência e muita, meu caro Abel, porque a vida é curta e afinal estamos condenados à eternidade. Não vou tão longe mas há quem lhe chame uma grande seca.
Na base dos cinco sentidos é de certeza uma seca estarmos condenados à imortalidade. Mas como nos restam mais sete sentidos, além dos cinco clássicos, o que soma 12, haverá muito que nos entretenha.
Era pelo menos o que os iniciados egípcios asseguravam. Mas pergunta ao Walter Silva que um dia destes também lhe escrevo uma cartinha a explicar essa dos 5, dos 12 ou dos 17 (!) órgãos dos sentidos.
A tendência humana para complicar o que é simples e óbvio, aflige o meu sagrado coração de Jesus.
Há um pedido que te vou fazer, meu caro Abel: um dia que possa, faz a lista de livros que se publicam no teu país sobre mim. Ao que parece, todos os inteligentes se têm dado ao trabalho e ao cuidado de me glosar (ou gozar?) e devo dizer-te que tudo isso me deixa indiferente: aversão ou diversão o meu nome é , como talvez saibas ou imagines, inefável e paira para lá e para cá de todos os nomes e de todas essas tristezas. Nada é inútil mas às vezes toda essa frenética exploração do meu nome (do inominável) me deixa constrangida. Sou Virgem e Mãe, o que não é impossível e não é nada pouco: que mais posso dizer?

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domingo, abril 06, 2008

2012 À VISTA

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quarta-feira, 20 de Setembro de 2006

DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012

Domingo, 23 de Dezembro de 2012, é a data para mudança de ciclo, segundo o calendário maya: princípio, fim ou princípio e fim de ciclo.
Sensível ou subtil passagem, pouco mais se sabe desta profecia, embora sobre ela já se tenham escrito centenas de palavras. Words, words, words...
Se chegarmos vivos ao dia 23 de Dezembro de 2012, talvez possamos perceber algo do que irá passar-se: muito, pouco ou nada.
Se chegarmos vivos, talvez seja o momento cósmico propício para acelerar o novo ciclo cósmico iniciado nessa data e de que já temos, em 2006, sinais cada vez mais evidentes e óbvios, à medida que a data se aproxima.
Neste file vou inserir, a pouco e pouco, os livros e autores que me parecem corresponder ao que chamei de imperativo cósmico da era de Aquário.
Espero viver o suficiente para organizar a Biblioteca organizada de acordo com o projecto Alexandria 2012, pois assim cognominei, nos meus apontamentos, o conjunto de matérias básicas a transmitir à geração – a que já chamei do apocalipse e a que hoje chamo geração da esperança – irá assumir a condução da viagem para depois de 2012.
Em quantidade de obras, é apenas o embrião do que vai ser necessário para ajudar à dádiva cósmica. O germe. Mas no germe é suposto estar contida a vida de muitas vidas: a nascer, a florir, a crescer.
É uma esperança.
É, para mim, desesperado crónico, a grande esperança.
E não ignoro todos os epígonos do apocalipse – inclusive as elites pensantes e até alegados adeptos da New Age – elites que, enfatizando tudo o que é entropia, tudo fazem para deprimir e desesperar a deprimida humanidade.
Seitas religiosas cultivam, como negócio, a ameaça de um apocalipse catastrófico que lhe trará adeptos e proventos.
Mas os intelectuais burgueses, porque cultivam o negativismo e se fazem militantes da auto-destruição planetária?
O apocalipse ecológico serve hoje para tentar eleger presidentes, caso de Al Gore que, mais uma vez, talvez não consiga vencer a mediocridade reinante daquele país de Bush & Cª.

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

O ELO PERDIDO

O TERCEIRO MILAGRE

O que mais me deprime nisto tudo é que a minha tese do «beco sem saída» (a todos os níveis) tem cada vez mais confirmativos: uma vez em 100, palavra de honra, gostava de não ter razão.
Nem todos encontraram como eu um grande motivo de Esperança. No caso, a tecnologia OVNI a que estou consagrando os meus ócios a tentar reforçar o que já não é uma hipótese mas uma certeza: até 2012 o inesperado milagre terá de acontecer. E vai acontecer, tenho a certeza.
Encontrei o elo perdido e o mapa do percurso está completo. Agradeço à minha boa estrela. Tudo o que veio das estrelas às estrelas voltará.
Becos sem saída, puzzles sem fim, ciclos viciosos definem e configuram o sistema actual.
Só um poder acima de todos os poderes humanoides (acima principalmente) do poder financeiro que comanda a destruição, poderá abrir uma saída redentora e resgatar a humanidade das garras dos seus algozes. Os ricos sugadores de todas as riquezas.
A minha certeza é de que esse poder nos virá do céu e será de origem alienígena.
Será o Terceiro Milagre. A queda do Muro de Berlim foi o primeiro e a independência de Timor o segundo.

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domingo, fevereiro 03, 2008

ECOLOGIA ALARGADA

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ONDA NEGRA

4 de Fevereiro de 2006

C.F.M.L.: voltando hoje ao tal estado de espírito que ontem rotulei de «onda negra», envio hoje para os teus (nossos) arquivos, mais dois files (em anexo) que fui encontrando na minha diária colheita para o meu blog «countdown»: provam eles que eu também não me excluo dessa responsabilidade de ter contribuído, com os alarmismos ecológicos, para o presente estado de espírito à escala global. E sinto-me algo culpado daquilo que me parece agora ser um extremismo a equilibrar: só ver o lado negro da realidade é falta de realismo, de eco-realismo. E por alguma razão rotulei o Etienne Guillé de ecologia alargada, talvez porque ele introduziu o vector principal na equação: o vector cósmico, que se rege por leis físicas inflexíveis (precessão dos equinócios) tanto como todos os outros diagnósticos «científicos» da horizontalidade meramente terrestre.
Afonso

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domingo, janeiro 27, 2008

LEITURAS AC 2005

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4 de Julho de 2005

MAIS UM DIA NA CONTAGEM DECRESCENTE

«Chover no molhado»: é como leio «O Livro Tibetano da Vida e da Morte», de Sogyal Rinpoche, ed. Prefácio, com prefácio do Dalai Lama, 2 de Junho de 1992.
Para um maníaco-depressivo crónico, para um melancólico agravado como eu, vejo com certa indiferença e talvez irritação esta crítica que Sogyal faz aos ocidentais de não pensarem no momento imprevisto da morte prevista inevitável.
Não faço eu outra coisa, amigo Sogyal e não vejo que tenha adiantado grande coisa. O problema será francamente outro, se falho no caminho da iniciação.
Poderei situar em 1977 o meu contacto pleno com o budismo tibetano, na viagem aos Alpes e nos artigos que escrevi sobre a viagem e o Lama Kunzang Dorje.
Samsara foi uma palavra que entre outras aprendi, mas que já conhecia antes de conhecer a palavra.
Acho que nunca procurei perseguir outra coisa e pelos vistos sem resultados práticos: atingir o essencial para lá do acessório.
Há sempre uma causa que me distrai: nisso tens razão, Sogyal. Arranjo todos os pretextos para fugir à responsabilidade de encontrar o caminho iniciático. Para lá do místico que se me tornou exíguo , que se me ficou em S. Francisco e não chega. E agora? Para onde vou?
Em 1992, Étienne Guillé parecia ser o caminho definitivo. Mas tudo ruiu ou talvez não. Ficaram os metais e a alquimia da célula, a alquimia da vida não sei portanto se caminho às escuras para a iluminação. O Carlos Filipe viu melhor do que eu: ao usar, na minha biografia, a palavra compaixão, acertou no centro do meu centro espiritual.

O que eu próprio teria dúvida em aceitar - viu-o ele.
Menos sentencioso do que Krishnamurti mas igualmente psicomoralista, este amigo Sogyal quando promete a iluminação para todos: ele fala dos que se encontram atados aos apegos do samsara.
Mas até agora (página 62) ainda não vi que ele desse a receita aos que, perdendo todos os apegos (não chegando a querê-los) se queixam de a eles voltar para continuar a acordar vivos todos os dias.
Sogyal dirige-se à maioria dos «exaltados» seres que gostam disto. Mas nem sequer imagina os que não gostando disto precisam de recorrer aos livros como este e aos autores como este para entreter o tédio profundo de mais um dia na contagem decrescente.
Estou a falar com 62 páginas lidas.
Mas ainda tenho até à 477 para encontrar uma explicação, 477 páginas para adquirir a iluminação.
Nos teóricos da iniciação é o que me desespera : que eles descubram sempre motivos de esperança naquilo que é francamente desesperante nisto de existir.
Teimo em pensar que a iniciação ensinada por Sogyal não é mais uma ilusão a juntar às ilusões do samsara em que ele é perito!
Se a iluminação se merece, pode bem ser que eu não a mereça mesmo.
E nesse caso nenhum dos livros que coleccionei na rubrica -CI = ciência iniciática - me valerá de alguma coisa.
São apenas mais uma prateleira da minha mania coleccionista que me ocupa o vazio dos meus vazios.
Sinceramente, Sogyal, quando falas de vazio, não sei do que falas.

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terça-feira, janeiro 22, 2008

ESPÓLIO AC 2000

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COSMOBIOLOGIA DE ETIENNE GUILLÉ

R. B., Meu Prezado Amigo:

Lisboa, 26/9/2000 - Aproveito esta carta para te falar de um assunto que há muito queria transmitir-te. É o meu único problema, actualmente: encontrar destinatário para o testamento «espiritual» em que ocupo agora as minhas 24 horas diárias. Ou seja: o meu grande problema é ter em casa (sem espaço para o ter) um espólio de livros, videocassetes e audio-cassetes, documentos e dossiês com quilos de informação seleccionada, espólio que julgo relativamente valioso e não saber a quem o dar, como e quando. Ou seja: o meu problema é não ter nada para vender...
Não tenho nenhuma pressa mas, atendendo aos meus 67 anos de idade, tenho alguma urgência...Neste momento e para ser franco, estou em fase de me retirar, de me despedir e de arrumar a bagagem, ou, dito de outra maneira, estou mais à procura de saber como morrer bem, tranquilo e em paz comigo e com os outros, mais do que em bem viver. É o que os contabilistas chamam regime de inventário e liquidação.
Acho que já te falei da Cosmobiologia de Etienne Guillé e do tesouro que a gnose vibratória representou para mim, só não te disse da principal dificuldade que tenho, neste momento, e que é a de como e a quem deixar o que recebi. Tenho o testamento (espiritual...) redigido, mas ainda não acertei no destinatário: o «tesouro» consiste em 5 dezenas de livros (bibliografia adjacente aos 4 volumes de Etienne Guillé), 5 dezenas de audiocassetes gravadas com os seminários a que assisti (cerca de 25), centenas de páginas de apontamentos e outras tantas páginas com textos que traduzi do francês, já que, em português, existe apenas editado um opúsculo do Jean Noel Kerviel, que eu traduzi e o Manuel Fernandes (o radiestesista português mais afortunado ) publicou. Além, é claro, de uma centena de acetatos com os diagramas básicos do método de Etienne e que largamente utilizei na vintena e meia de encontros de estudo que realizei na Sociedade Portuguesa de Naturologia, na Espiral e na Escola Superior de Biologia e Saúde.
Estou certo de que a pesquisa ortomolecular (de que o trabalho de Etienne representa a linha da frente) será a medicina do próximo futuro e é isso que minimamente me preocupa: que este pequeno contributo que eu tive a sorte de poder reunir, não se perca. As novas gerações vão precisar dele, como de pão para a boca.
Quer dizer: a minha principal dificuldade, neste momento, consiste em dar e a quem, já que não tenho nada para vender.
Logo que possas e tenhas uns minutos disponíveis, gostava de te explicar melhor este meu projecto e o projecto complementar de que te envio também uma notícia sucinta. Fica com o meu número de telefone, pois só dentro de algumas semanas estarei ligado à Internet, operação a que tenho resistido até aos limites do (im) possível.
Dados os meus 67 anos, não tenho pressa mas apenas alguma urgência...

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